Após anos de incertezas e uma trajetória turbulenta no antigo DCEU, o herói mais icônico do mundo finalmente encontrou o seu Norte. Sob o comando de James Gunn, o novo longa-metragem, intitulado simplesmente Superman, não é apenas um "reboot" necessário; é um manifesto de que o Azulão pode ser relevante, humano e, acima de tudo, inspirador em um contexto moderno.
Muitos esperavam que o retorno do Superman fosse apenas uma correção de tom, trocando o sombrio pelo "leve e divertido". No entanto, o filme vai além. David Corenswet não apenas veste o uniforme; ele se apropria do personagem de uma forma que equilibra a bondade inerente de Clark Kent com a complexidade de um herói que precisa navegar em um mundo cínico.
8.1/10
A direção de Gunn entrega o que ele faz de melhor: ação inventiva e personagens transbordando carisma, mas com uma substância que ressoa para além das explosões. O grande triunfo deste roteiro é não se esquivar da realidade. Enquanto vivemos em uma era de produções corporativas muitas vezes estéreis, Superman utiliza a capa para comentar sobre o nosso tempo:
A crítica ao domínio desenfreado de bilionários sociopatas, o olhar sobre a turbulência global em curso, o desafio de ser um símbolo de progresso em um mundo que parece retroceder.
Se a última era da DC parecia atirar ideias na parede para ver o que grudava, aqui temos precisão cirúrgica, especialmente no elenco:
Rachel Brosnahan e Nicholas Hoult entregam performances que honram o legado da franquia, Edi Gathegi surge como o grande destaque entre os coadjuvantes, elevando o nível das interações em tela.
Juntos formam o que pode ser considerado o conjunto mais sólido da história cinematográfica do herói. O filme não é perfeito, mas é infinitamente assistível. Ele substitui a fadiga de super-heróis por um sorriso genuíno no rosto do espectador.
James Gunn provou que o Superman não precisa ser desconstruído para ser interessante; ele só precisa ser compreendido. Com um senso de humor equilibrado e algo real a dizer sobre o estado atual do mundo, este filme marca o início de uma linha do tempo onde a DC finalmente parece saber para onde está indo.
A sensação ao final dos créditos é clara, o otimismo está de volta. E, pela primeira vez em muito tempo, mal podemos esperar pelo próximo capítulo.

