Se o discurso de Timothée Chalamet no SAG Awards deste ano revelou sua fome de grandeza, Marty Supreme é a prova de que ele está disposto a atravessar o inferno (ou o Japão dos anos 50) para alcançá-la.
Dirigido por Josh Safdie, o filme carrega o DNA frenético de Joias Brutas e Bom Comportamento, transformando o esporte de mesa em um thriller de humor negro que é, simultaneamente, um banquete visual e um teste para os nervos.
7.0/10
Assistir a um filme de Safdie é aceitar um convite para a ansiedade. Em Marty Supreme, somos bombardeados por sobrecarga Sensorial, uma atmosfera densa e barulhenta que não dá trégua, por personagens falastrões que, embora antipáticas em sua essência, possuem um magnetismo que nos obriga a torcer por elas contra toda a lógica e por tensão constante a jornada de Marty Mouser rumo a um torneio no Japão é tudo, menos linear.
Uma Odisseia Cinematográfica nos Anos 50
O roteiro nos transporta para o início da década de 1950, mas esqueça a nostalgia açucarada de Hollywood. A vida de Marty é uma colagem de situações surreais. Ele equilibra a ambição esportiva com "bicos" perigosos, como cuidar do cão de um gângster suspeito (interpretado magistralmente por Abel Ferrara) e um romance inesperado com uma ex-estrela do cinema mudo (Gwyneth Paltrow, em um retorno triunfante).
A força de Marty Supreme reside na coragem de sua escalação. Josh Safdie reuniu um grupo que, no papel, não deveria funcionar, mas na tela é pura eletricidade:
Timothée Chalamet: Entrega uma atuação visceral e angustiante.
A Mistura Improvável: Ver Tyler, the Creator, Kevin O'Leary (o "Mr. Wonderful" de Shark Tank), a lendária Fran Drescher e a talentosa Odessa A'zion no mesmo universo é uma experiência por si só. É o tipo de elenco que mantém o espectador em constante estado de surpresa.
"Marty Supreme é emocionante e angustiante na mesma medida; é o tipo de filme que faz você soltar palavrões baixinho no cinema, incapaz de desviar o olhar do desastre iminente e da beleza caótica da cena."
Prepare o fôlego. Com Marty Supreme, você sairá do cinema exausto, mas preenchido por uma gama enorme de emoções. É um filme que prova que, nas mãos certas, até uma bolinha de pingue-pongue pode ter o peso de uma granada.
Josh Safdie e Chalamet criaram algo que é impossível de ignorar e, acima de tudo, impossível de esquecer.

